Fla Miami e o Setembro Amarelo

Criado em 2015 pelo CVV – Centro de Valorização da Vida, Associação Brasileira de Psiquiatria e Conselho Federal de Medicina – o Setembro Amarelo foi inspirado no dia 10 de Setembro, Dia Mundial do combate ao Suicídio. Apesar de ser uma campanha contínua, o mês de setembro foi escolhido como mês de grande divulgação, e nesse ano de 2020 mais ainda devido ao crescimento de casos relacionados aos inúmeros problemas gerados pelo COVID-19.

São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Ao longo dos últimos anos, escolas, universidades, entidades do setor público e privado e a população de forma geral se envolveram neste movimento que vai de norte a sul do Brasil. Monumentos como o Cristo Redentor (RJ), o Congresso Nacional e o Palácio do Itamaraty (DF), o Estádio Beira Rio (RS) e o Elevador Lacerda (BA), para citar apenas alguns, e até mesmo times de futebol, como o Santos FC, CR Flamengo e Vitória da Bahia, participam da campanha.

A Fla Miami abraçou a campanha, inicialmente divulgando o Setembro Amarelo nas redes sociais, alterando nossa logo durante o mês de setembro, e agora explicando por aqui o que é essa iniciativa e como você pode ajudar.

Entendendo o suicídio – Saber, agir e prevenir.

O suicídio é um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Mas o suicídio pode ser prevenido! Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, fique atento(a) se a pessoa demonstra comportamento suicida e procure ajudá-la.

Quando você pede ajuda, você tem o direito de:

Ser respeitado e levado a sério;
Ter o seu sofrimento levado em consideração;
Falar em privacidade com as pessoas sobre você mesmo e sua situação;
Ser escutado;
Ser encorajado a se recuperar.

Diante de uma pessoa sob risco de suicídio, o que se deve fazer?

Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio.
Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum serviço público. Ofereça-se para acompanhá-la a um atendimento.
Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa
Se a pessoa com quem você está preocupado(a) vive com você, assegure-se de que ele(a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa.
Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

Onde buscar ajuda para prevenir o suicídio?

– CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde).

– UPA 24H, SAMU 192, Proto Socorro; Hospitais

– CVV pelo telefone 188 (No Brasil)(24 horas e sem custo de ligação), pessoalmente (nos mais de 120 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br, por chat e email.

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